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Instalações
e Manejo
Para que o avestruz exprima todo seu potencial produtivo é necessário,
além de boa genética e alimentação balanceada,
instalações adequadas que lhe proporcionem
um mínimo de conforto e semelhança com seu ambiente natural.
Chamamos de “instalações”, todo o complexo que
tem como função o apoio às atividades produtivas,
como os piquetes, os galpões para filhotes, o incubatório,
o curral para manejo, corredores de manejo e todas as benfeitorias necessárias
para uma criação adequada, respeitando as especificações
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
De uma maneira geral, o criatório
pode ser separado em setores de criação divididos
de acordo com a fase de produção, como cria, recria e reprodução,
além do incubatório. A distribuição
dos setores deve ser feita de modo que seja estabelecido um fluxo de trabalho
diário, começando pelos animais mais jovens passando depois
pelas categorias com mais idade, sendo que os tratadores devem realizar
uma adequada higienização cada vez que mudarem de setor.
A escolha para o local dos piquetes deve ser criteriosa, de modo que não
seja dificultada a construção dos mesmos e nem o manejo
dos animais. O terreno deve ser o mais plano possível, para evitar
acidentes durante a corrida das aves, e não muito impermeável,
já que o contato com a umidade não é bom para os
ovos.
Para minimizar os custos com a construção
das instalações, antigas estruturas de criações
de gado podem ser adaptadas, e pode-se adotar um padrão para a
construção dos piquetes que facilite o manejo e minimize
os custos com mourões, cercas e mão- de- obra. Deve-se respeitar
o mínimo de área requerida para cada ave e também
a lotação dos piquetes, de acordo com a idade e peso das
aves, já que as aves mais velhas, próximas da idade reprodutiva,
tornam-se cada vez menos gregárias.
Os piquetes devem ser posicionados de uma
maneira que possibilite um manejo racional não disponibilizando
de muita mão- de- obra e também causando um mínimo
de estresse aos animais. Desta maneira, é indicado o uso de corredores
de manejo, que dão acesso a todos os piquetes, facilitando a troca
de animais entre eles e o manejo alimentar.
As cercas utilizadas na maioria das criações
brasileiras seguem um certo padrão, diferenciado apenas pelo preço
do material e da mão- de- obra que varia de acordo com as regiões.
Normalmente, são feitas com mourões de
eucalipto de 2,5m de altura e 6 fios de arame liso, apesar da profundidade
do mourão variar de acordo com o tipo do solo.
Para garantir a segurança e o bem
estar dos animais, além dos cuidados conferidos aos setores específicos,
todo o perímetro externo da propriedade deve ser cercado com tela
e vegetação para evitar a entrada de animais silvestres
e pessoas estranhas à criação.
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