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Criação -
Estrutiocultura Brasileira
O mercado brasileiro já
é o maior consumidor mundial de plumas de avestruzes e a carne
e o couro encontram condições favoráveis para a formação
de um mercado interno e potencial atendimento à atual demanda mundial.
Entre a comunidade da estrutiocultura mundial, o Brasil é reconhecido
como um dos países de maior potencial de crescimento desta atividade,
com grande vocação natural e empresarial.
A estrutiocultura brasileira iniciou-se aproximadamente há 8-9
anos com a importação das primeiras matrizes oriundas da
África e EUA, mas em 1997, quando a demanda por filhotes e matrizes
via importação- cujo objetivo era a formação
do plantel brasileiro- estava em fase de crescimento acelerado, a importação
foi suspensa pelo ministério da Agricultura que alegou a ocorrência
de problemas sanitários devido a suspeita de contaminação
por um vírus que acomete aves domésticas (Newcastle) e,
desta maneira, foi determinado o abate de vários rebanhos em alguns
Estados brasileiros, apoiado em legislação que autoriza
o abate sanitário sob situação de apenas suspeita.
Após este episódio, a estrutiocultura brasileira viveu momentos
de incerteza que foi superado devido aos esforços da Associação
de Criadores de Avestruzes do Brasil (ACAB) junto às autoridades
dos órgãos regulamentadores. As importações
devem ser monitoradas com eficiência pelos agentes que formam o
segmento possibilitando uma adequada condição de segurança
para todos os envolvidos.
Apesar de, atualmente, o mercado brasileiro ser o maior consumidor mundial
de plumas e um importante segmento para a cadeia de carnes, a estrutiocultura
brasileira é hoje voltada para a produção de matrizes,
visando a formação do plantel nacional, que foi interrompida
pelas limitações nas importações. Este tipo
de mercado, ou seja, produção de matrizes, faz com que os
valores praticados na comercialização das aves tornem-se
especulativos e inflacionados pela baixa oferta e alta procura. Por este
motivo, o número de aves necessárias para que se possa iniciar
um abate realmente comercial ainda é muito reduzido, sendo possível,
na atual situação do mercado, apenas o abate de aves de
descarte, e abates experimentais.
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