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Avestruz - Biologia
Características gerais
O avestruz é a maior Ratita, ou seja, ave corredora,
que existe e suas características são bem diferentes das
aves que voam, começando pelo seu tamanho e longevidade, já
que os maiores exemplares chegam a medir até 3 metros de altura,
pesar de 120 a 200 kg e viver até os 70 anos!. O corpo é
grande e oval coberto por plumas macias; as asas são reduzidas
pois não têm a função de vôo, e sim,
a de auxiliar o animal durante as corridas dando-lhe equilíbrio
e direção; o pescoço é longo e flexível
para auxiliar no pastejo e vigia contra predadores e o esterno (osso
do peito) não apresenta quilha formando uma estrutura larga e
plana que funciona como um “escudo” protetor contra chutes
de outras aves, e também como proteção quando se
deita.
Uma característica crucial para as aves corredoras é a
estrutura de seu aparelho locomotor, sendo que o formato de seus pés
e a estrutura de suas pernas garantem a adaptação e a
sobrevivência dos animais, já que não voam. O avestruz
possui dois dedos nos pés extremamente fortes, o que lhe confere
uma menor superfície de contato com o solo possibilitando que
desenvolva velocidades em torno de 50 km/h; além de pernas fortes,
longas e musculosas desprovidas de plumas, o que diminui a resistência
com o ar e lhe permite cobrir maiores distâncias com mínimo
esforço, conseguindo manter a velocidade por até 30 minutos.
Em corridas curtas podem alcançar até 70 km/h e, desta
maneira, poucos predadores se aventuram a persegui-lo.
Os avestruzes desenvolveram algumas outras características que
tornam possível a sobrevivência em regiões semi-
áridas, como por exemplo, seus olhos grandes, o que lhe confere
boa visão, e protegidos por longos cílios e membranas
que se fecham horizontalmente para evitar a entrada de partículas
de areia, pó ou qualquer outra coisa que possa danificá-los.
Outra característica adaptativa, é que quando privado
de água tem a capacidade de excretar um tipo de urina bem concentrada,
diminuindo assim a quantidade de água eliminada; além
da capacidade de ingerir água salobra e eliminar o sal através
de glândulas nasais. Por último, sua cobertura de plumas
lhe conferem um ótimo isolamento térmico; além
de um sistema de termo- regulação eficiente que se dá
quando a ave eriça as plumas, o que proporciona um diferente
posicionamento das mesmas criando espaços cheios de ar e descobrindo
as laterais do corpo para facilitar as perdas de calor por irradiação.
Particularidades comportamentais
Os avestruzes criados comercialmente no Brasil ainda mantêm
um grande vínculo com as condições ambientais silvestres
de sua origem pois ainda estão em processo de melhoramento genético,
deste modo, o ambiente exerce uma influência maior no comportamento
das aves, do que as rotinas de manejo. Conhecer suas aptidões
para sobreviver na natureza já é um grande passo para
que se possa reduzir seu estresse em cativeiro (zoológicos),
ou em criatórios comerciais.
O avestruz é uma ave de hábitos diurnos ficando a maior
parte do tempo pastando ou vistoriando seu território, permanecendo
inativas e sentadas durante a noite. Na natureza são onívoros,
ou seja, comem desde plantas e raízes até insetos e pequenos
vertebrados, o que não deixa de ser uma adaptação
para a sobrevivência em regiões semi-áridas. Em
seu ambiente, as aves conhecem todos os seus limites, e mesmo após
uma corrida desordenada de fuga eles sabem onde estão, pois costumam
delimitar grandes territórios em um raio de até 15 km.
Quando perseguidos, os avestruzes correm em pânico, desordenadamente
a toda velocidade, abrindo caminho na vegetação densa
com seu enorme corpo e desviando de obstáculos.
Comportamento Social
O comportamento social
dos avestruzes é muito curioso, lembrando mais um grupo de grandes
mamíferos herbívoros do que aves. Permanecem em grupos
compactos quando jovens o que demonstra uma estratégia de defesa,
e quando adultos são pouco gregários; porém podem
formar grandes grupos heterogêneos com aves de várias idades
e vários subgrupos dentro destes grupos principais. Durante a
época do acasalamento as aves se dividem em pares ou haréns
formados por um macho e até quatro fêmeas, que apresentam
entre si uma relação de dominância, onde a fêmea
principal põe o maior número de ovos no único ninho
feito pelo macho e as submissas, eventualmente, botam seus ovos em ninhos
de outros grupos.
Comportamento Reprodutivo
Em relação ao seu
comportamento
reprodutivo, é muito fácil identificar a
época do acasalamento prestando atenção em algumas
características comportamentais e no aspecto dos animais. No
começo da estação reprodutiva a plumagem do macho
fica mais exuberante e a coloração de seu bico e canela
adquire um tom vermelho intenso. O macho emite fortes sons parecidos
com um “boo boo boooh hooo” repetidamente, que podem ser
ouvidos a quilômetros de distância, além de se tornar
extremamente territorialista e agressivo nessa época, ocorrendo
ocasionalmente brigas feias entre machos rivais caracterizadas por golpes
mútuos com o peito e fortes coices para frente.
A corte do macho se resume em uma série de movimentos chamados
de “dança do acasalamento”, onde ele senta sobre
as pernas, abre e abana sua asas mostrando sua plumagem branca exuberante,
e com movimentos rápidos do pescoço bate com a cabeça
em seu flanco. Após essa seqüência ele se levanta
com as asas formando um leque em suas costas e dá alguns passinhos
rápidos e ritmados. Isso se repete inúmeras vezes durante
o dia e a fêmea corresponde quando apresenta um comportamento
chamado de “display”, onde ela anda com o pescoço
abaixado, as asas caídas sacudindo-as repetidamente, e batendo
o bico. A corte pode durar dias e culmina em acasalamento quando a fêmea,
enfim, aceita o macho e se deita.
Os ninhos
são feitos pelos machos em campo aberto e são protegidos apenas pela
vegetação de gramíneas, desta maneira, as fêmeas pardas ficam nos
ninhos, camufladas entre a vegetação, durante o dia, e os machos
pretos ficam durante a noite. Todas as fêmeas do harém botam seus ovos
no mesmo ninho, sendo que a fêmea principal bota o maior numero de
ovos. Quando a quantidade de ovos alcança um determinado número,
enchendo o ninho, as posturas são interrompidas começando o período de
incubação dos ovos, que durará até 6 semanas.
Os filhotes são criados todos juntos, em sistema de creche, para
facilitar a proteção e aumentar a sobrevivência
dos mesmos, que ficam sob os cuidados dos adultos por até 9 meses.
Quando eles nascem, a primeira coisa que enxergam são seus pais,
sofrendo deste modo a impressão da sua imagem, ou impressão
parental, que mais tarde será útil na identificação
dos seus parceiros sexuais, que irão buscar à semelhança
de seus pais. Os filhotes nunca são deixados sozinhos pelos adultos,
piando de modo ansioso e desesperado quando estes se afastam.
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Origem, distribuição e classificação |
Cerrados
brasileiros |
Biologia
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Anatomia
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